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Marisa Maiô: quando a inteligência artificial esbarra nos limites da responsabilidade jurídica

Publicado em 17 de junho de 2025

Marisa Maiô: quando a inteligência artificial esbarra nos limites da responsabilidade jurídica

Marisa Maiô: quando a inteligência artificial esbarra nos limites da responsabilidade jurídica

O avanço da inteligência artificial (IA) tem transformado significativamente a forma como conteúdos são produzidos e consumidos no ambiente digital.
Um exemplo recente desse movimento é a personagem Marisa Maiô, uma apresentadora virtual desenvolvida com o uso de IA que conquistou ampla visibilidade nas redes sociais. Esse cenário reflete não apenas o crescimento do uso da inteligência artificial na criação de conteúdo, mas também levanta importantes reflexões sobre os aspectos jurídicos que envolvem essa tecnologia, especialmente no que se refere às responsabilidades na circulação de conteúdos produzidos por sistemas de IA.

No Brasil, esse debate ganha relevância em um momento em que o Congresso Nacional discute o Projeto de Lei nº 2.338/2023, conhecido como Marco Legal da Inteligência Artificial. O texto busca estabelecer princípios, diretrizes e deveres para o desenvolvimento e uso responsável da IA, propondo um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a segurança jurídica. Enquanto o projeto segue em tramitação, as situações envolvendo conteúdos gerados por inteligência artificial continuam sendo analisadas à luz das legislações atualmente em vigor, como o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet.

Diante desse cenário, surgem questionamentos sobre a definição de responsabilidades, os deveres de transparência e a necessidade de adoção de boas práticas na utilização de ferramentas baseadas em IA. Empresas que desenvolvem, utilizam ou distribuem conteúdos produzidos por inteligência artificial devem estar atentas às obrigações legais aplicáveis, adotando medidas de governança tecnológica, políticas claras de uso e mecanismos de avaliação e mitigação de riscos.

O tema segue em constante evolução, tanto no campo legislativo quanto no desenvolvimento de práticas empresariais alinhadas às demandas éticas e jurídicas contemporâneas. A construção de um ambiente digital mais seguro, transparente e confiável depende da atuação conjunta de desenvolvedores, plataformas, usuários e do próprio ordenamento jurídico, que busca acompanhar os avanços tecnológicos de forma responsável.